Empresário acusado de acidente que matou arquiteto em Teresina vai a júri popular; indícios de embriaguez e velocidade
29/04/2026
(Foto: Reprodução) Acusado de acidente que matou arquiteto em Teresina vai a júri popular
Arquivo Pessoal
A Justiça decidiu, nesta quarta-feira (29), levar a júri popular o empresário Junno Pinheiro Campos de Sousa, acusado de provocar o acidente que matou o arquiteto João Vitor Oliveira Campos Sales, na madrugada de 1º de julho de 2019, na Avenida Raul Lopes, Zona Leste de Teresina.
O empresário pode responder por homicídio doloso, com dolo eventual - quando não tem a intenção, mas assume o risco de matar ao dirigir depois de beber. Não há data definida para o julgamento.
✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp
Walber Anderson Portela Mendonça, que foi denunciado pelo Ministério Público do Piauí (MPPI) por dirigir o carro que supostamente participava de um racha com Junno e João Vitor, não será julgado. A decisão aponta que não há indícios suficientes que comprovem que ele estava em disputa em velocidade.
O MPPI também denunciou Walber, em setembro de 2021, por fugir do local do acidente, mas o processo prescreveu após quatro anos.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Ao serem interrogados durante audiência de instrução e julgamento, Junno Pinheiro e Walber Anderson permaneceram em silêncio. O g1 não conseguiu localizar as defesas deles.
Motorista vai a júri popular
João Vitor Oliveira Campos Sales era passageiro do carro conduzido pelo primo Junno Pinheiro Campos de Sousa. Na madrugada de 1º de julho de 2019, o veículo bateu no meio-fio, saiu da pista, capotou e chocou-se contra uma banca de revistas que estava localizada debaixo da Ponte Estaiada, na Zona Leste de Teresina.
A decisão de Justiça do Piauí indica que há indícios de que Junno consumiu bebida alcoólica e dirigia em velocidade muito acima do permitido na via, quando perdeu o controle do carro. Latas de cerveja foram encontradas no interior do automóvel após o acidente.
Além disso, o empresário teria promovido alterações mecânicas no veículo para aumento de desempenho. Entre elas, a supressão de sistema de segurança (airbag).
João Vitor morreu no local e Junno ficou ferido. Após o acidente, o suposto concorrente Walber teria descido do carro que dirigia, permanecido brevemente no local e saído sem acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou autoridades policiais.
Em depoimento, a mãe de João Vitor disse que, apesar de serem primos, a vítima e Junno não possuíam convivência íntima e que a relação entre eles se estreitou depois que a vítima passou a prestar serviços de arquitetura para o empresário, cerca de três meses antes do acidente.
VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube